O Big Data é a tendência do momento no mundo dos negócios. Ele pode desempenhar um papel indispensável no crescimento de empresas, em conjunto com a Ciência de Dados. A aplicação desses dois conceitos é essencial na hora de extrair valor dos dados coletados para transformar o seu negócio, elevando-o a um novo patamar. Com dados estruturados, é possível entender melhor o funcionamento da empresa, as necessidades, que caminhos existem para atendê-las e colocar o negócio à frente nas tendências de mercado.

Para se destacar atualmente, as empresas precisam de dinamismo ao entender os clientes e consumidores, e os dados são a melhor ferramenta para isso. As informações de mídias sociais, tanto como canal de busca, quanto de reclamações, deixaram os consumidores mais exigentes e conectados, suscetíveis às informações vindas de diversos ambientes. É aqui que o Big Data entra. Ele permite que sua empresa mapeie e compreenda de verdade os clientes, suas necessidades e expectativas, além de otimizar os processos internos do negócio, conectando todos os setores em objetivos claros e assertivos.

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Além dessas possibilidades, outra vantagem do Big Data é que ele pode ser encontrado em negócios de diversos portes e segmentos. Todas as empresas possuem fontes de informações, sejam de mídias digitais, da área comercial ou mesmo do próprio marketing, que podem ser coletadas e organizadas, servindo como base para melhorar os resultados. Seja qual for o porte da empresa, ela é feita de dados, basta saber coletá-los e analisá-los. Não acredita? Então vamos ver alguns casos de empresas bem diferentes, com objetivos distintos, que aplicaram soluções de Big Data e conseguiram melhorar seus resultados.

1 – Starbucks

Sabe qual é o ingrediente secreto do café mais famoso do mundo? É o Big Data. Isso mesmo, a Starbucks também utiliza o Big Data para coletar e estruturar dados, que orientam as decisões mercadológicas da marca. Começando pela distribuição das lojas: o local de abertura das cafeterias é guiado por análises demográficas.

Através de um sistema que gera essas análises, chamado Atlas, a empresa americana define a abertura de novas lojas de acordo com a demanda de cada região, através de técnicas de geoprocessamento e geomarketing.

As duas metodologias utilizam dados sociodemográficos para prever lucro e tomar decisões de investimento mais ágeis e seguras. Como a abertura de novas lojas para a Starbucks. A rede só abre uma cafeteria nova após analisar e cruzar informações das pessoas que circulam em dada região, que áreas de negócios estão próximas, como é o tráfego de veículos e a disponibilidade de transporte público na região. Só então é batido o martelo sobre uma localização.

A quantidade gigante de dados gerados pela marca, que está presente em 62 países e vende quase 4 bilhões de copos de café por ano, também é usada para a alimentação de um programa de fidelidade, que tem o objetivo de retenção de clientes. São mais de 6 milhões de consumidores registrados, sendo 3 milhões deles minuciosamente identificados e com suas transações na loja automaticamente identificadas.

Esses dados têm suas estatísticas cruzadas para definir qual a ligação do cliente com os produtos que mais compra, lojas de preferência e horários de consumo favoritos. A partir disso, são gerados descontos personalizados entregues nos celulares dos clientes, a publicidade é segmentada por horários de preferência e novos itens são adicionados ao menu de acordo com determinada região, como vinho e cerveja.

Ainda não terminou! Além de beneficiar diretamente o cliente, os processos internos e funcionários também foram auxiliados. Na hora de coletar informações, os gerentes chegavam a fornecer mais de 300 relatórios periodicamente para alimentar o Big Data. Hoje, por conta dos softwares de processamento e estruturação de dados, os relatórios foram reduzidos a apenas 11 indicadores e podem ser baixados a qualquer momento.

2 – Zara

Já imaginou chegar em uma loja de roupas e encontrar exatamente a peça que você estava querendo? A Zara, uma rede de lojas com mais de 2.200 unidades em todo o mundo, utiliza o Big Data para oferecer aos clientes exatamente o que eles desejam. Como isso é possível?

Diariamente, antes de abrir as lojas, os funcionários e gerentes de todas as lojas ao redor do globo compartilham detalhes dos artigos mais vendidos no dia anterior, quais foram as peças devolvidas, feedback de clientes e tendências que a equipe tem percebido na loja. Usando um sistema de tecnologia sofisticado e orientado a dados, analistas de Big Data divulgam essas informações diárias para definir exatamente o que os clientes da Zara estão querendo.

Essa informação é passada para uma equipe de mais de 300 designers de moda internos, que a transformam em projetos de peças baseados nas tendências de compra. As roupas são então confeccionadas e vendidas nas lojas em cerca de 21 dias. É a vontade do cliente ditando a moda, e não mais o contrário. As lojas são abastecidas duas vezes por semana, o que torna o estoque sempre novo e com peças exclusivas.

3 – Amazon

Não poderia faltar nessa lista o maior site de comércio virtual do mundo. Com mais de 1,5 bilhão de itens disponíveis no site, os cerca de 280 milhões de visitantes mensais da Amazon vivenciam o poder dos dados em cada clique. Através do Machine Learning e do armazenamento de Big Data na nuvem, a loja virtual usa a predição para sugerir produtos aos consumidores antes mesmo de eles manifestarem interesse pelas mercadorias.

Através do Big Data Analytics, são coletados dados do que o cliente adicionou em seu carrinho de compras na loja virtual, cruzando com os dados de itens comprados ou visualizados no passado, usando uma filtragem colaborativa item a item. Com isso, a experiência do usuário é customizada com o histórico de navegação e compra quando acessam o site novamente, mostrando itens que eles estão mais propensos a se interessar.

Além disso, a Amazon também concentra investimentos para alinhar o Big Data e a Internet das Coisas. A novidade agora é o sistema do dash button. Após a instalação de botões de produtos específicos em suas casas, os clientes podem comprar esses itens apenas pressionando o botão. Eles foram criados em parceria com várias marcas, como fabricantes de sabão em pó, cereais, cotonetes, entre outros. Os dash buttons são conectados à internet e disparam ordens de compra para a Amazon, que no máximo em dois dias faz a entrega. O cliente recebe a mensagem de confirmação no celular, para evitar que a compra seja feita por engano.

4 – Hotéis Red Roof

Essa rede de hotéis desenvolveu uma estratégia baseada nas taxas de cancelamento de voos por conta de mau tempo. Utilizando informações públicas de condições climáticas e cancelamentos nos aeroportos das cidades em que a rede possui unidades, foi desenvolvido um algoritmo que combina previsão do tempo, condições de viagem, horários e taxas de cancelamento, entre outras informações.

Sabendo que os viajantes dos voos cancelados terão de procurar opções de hospedagens no celular, a empresa investiu em campanhas segmentadas pela localização, apresentando ofertas de hospedagem no tempo e local corretos. Com essa estratégia de Big Data Analytics e mobile marketing geolocalizado, a Red Roof aumentou em 10% a sua taxa de ocupação, ainda em 2013 e 2014.

 

Walmart


Nesta rede de supermercados, os clientes podem fazer as compras por comando de voz, através do celular, citando os itens desejados. A base de dados analisa o histórico de compras do cliente e prepara o carrinho.

 

Nike

 

A empresa coleta dados importantes sobre seus clientes através de um aplicativo de corrida integrado às redes sociais, que salva informações como número de passos dados, quilômetros corridos, geolocalização, entre outros. Esses insights ajudam a marca a entender melhor seus consumidores e criar estratégias mais certeiras, além de animar os usuários a compartilhar suas conquistas com o esporte e acabar fazendo propaganda orgânica da marca.

 

Danone

 

A Danone usou Big Data Analytics para otimizar a gestão de estoque, principalmente no caso de produtos perecíveis. Analisando detalhes de rotas, percurso e estocagem, a marca melhorou a distribuição logística de um de seus principais produtos, o iogurte grego, aumentando a lucratividade ao diminuir as perdas por vencimento.

 

Rolls-Royce

 

A empresa automobilística vem implementando soluções de Big Data para otimizar processos de manutenção. Os motores e sistemas de propulsão de seus carros têm sensores embutidos que registram os detalhes do funcionamento dos veículos e enviam dados em tempo real de mudanças no desempenho. Assim, a equipe de engenheiros da marca cruza e analisa esses dados, acelerando a tomada de decisão para prevenir problemas técnicos. Segundo a empresa, essas soluções de Big Data diminuíram os custos de manutenção dos veículos.

 

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