Para 2017, os consumidores fornecedores podem igualmente esperar um gigantesco crescimento na produção de dados. Um volume monumental é produzido todos os dias, o que é bastante significativo especialmente no que diz respeito à inteligência artificial. O que pode ser uma surpresa, porém, é que enquanto os investimentos em Big Data estão aumentando, menos empresas estão surfando nessa onda, o que significa que a tendência provavelmente levará a uma crescente divisão entre as organizações que “sabem” e as que “não sabem” como tirar o melhor proveito das tecnologias de Big Data. Aquelas que têm aproveitado o movimento, porém, precisam começar a fazer perguntas mais complexas para melhores insights sobre dados coletados e analisados. Além disso, precisam levar em consideração que os resultados de suas análises podem também levar a uma mudança em seus comportamentos de negócios.

Eleições 2016

O resultado da eleição presidencial de 2016 nos EUA é um excelente exemplo do motivo pelo qual os usuários de Big Data precisam reavaliar o modo como usam suas análises. Enquanto os dados estavam à disposição, muitos especialistas não foram capazes de identificar e traduzir as tendências puramente por irem contra a compreensão vigente sobre a questão, impedindo-os de enxergar qual seria o resultado final. Alguns analistas foram capazes de reconhecer essas tendências e criar uma hipótese precisa sobre quem ganharia a eleição, mas mesmo assim sem muita convicção a respeito.

Para movimentar visões ultrapassadas sobre Big Data, as organizações devem desenvolver ambientes que fomentem a criação de novas ideias. Mais ainda, elas devem abraçar essas novas ideias e explorá-las com segurança; isso é o que produz uma convergência da informação que coletam e insights precisos que são capazes de absorver e desenvolver.

Onde entra a convergência?

Para desenvolver insights precisos sobre Big Data, algoritmos mais inteligentes serão necessários, juntamente com o uso de sistemas superiores de inteligência artificial. As respostas automatizadas podem então ser desenvolvidas em relação aos insights revelados através de analytics de Big Data. A computação cognitiva tem aumentado enormemente a capacidade de revelar essas percepções porque cria conclusões valiosas a partir de dados estruturados e não estruturados.

Machine learning refinado

O chamado streaming analytics vai se tornar um padrão para as empresas, provendo-lhes uma grande vantagem competitiva. Enquanto a adoção do streaming analytics levou vários anos para acontecer entre as grandes empresas durante a última década, a taxa de adoção será muito reduzida em 2017. Veremos as empresas passando da análise de dados em modo batch uma ou duas vezes por dia para o streaming de dados em tempo real, possibilitando melhores oportunidades de negócio; isso levará essas empresas a melhor atender às necessidades de seus clientes, e é graças a um trabalho de machine learning refinado que esse benefício será obtido.

Big Data ainda se move em direção à nuvem

O Big Data pode ser armazenado dentro ou fora da nuvem. Em 2017, no entanto, o aumento do Big Data baseado em nuvem deve aumentar. De fato, cerca de 35% a 40% das dos workloads de Big Data serão processados via nuvem, com a maioria desses processos sendo implementados na nuvem até 2019 (ou seja, menos de dois anos). E por que ocorre esse impulso para a computação em nuvem? Basicamente, é principalmente devido a questões de segurança. As grandes empresas – enquanto muitas delas são bem suportadas por recursos financeiros – outras não contemplam os recursos de segurança comercial necessários para manter seus próprios dados.

Por fim, em 2017, os principais executivos das grandes empresas ganharão mais clareza em relação ao potencial do analytics de Big Data, o que aumentará sua participação no uso de análises de dados em todos os departamentos da organização à qual estiverem envolvidos. Espera-se que essa participação enseje o envolvimento dos demais funcionários em toda a organização a dados pertinentes, que ofereçam a capacidade de fazer escolhas mais inteligentes e produtivas em suas atividades de negócio. Quando os dados são capazes de conduzir todas as decisões em uma empresa, isso resulta no desenvolvimento de uma vantagem competitiva e resultados de negócios mais rentáveis. Esse, é o futuro do Big Data.

Fonte: insideBIGDATA