A maioria das pessoas pode rolar a página inadvertidamente quando o assunto é realidade virtual e realidade aumentada no ambiente corporativo, mas tanto os desenvolvedores de hardware como de software por trás dessas tecnologias anseiam por um novo mundo de oportunidades. De uma comunicação e colaboração melhores a formas inteiramente novas de gerenciamento de infraestrutura e manutenção, esses desenvolvedores estão convencidos de que é possível fazer mais em um ambiente artificial do que em um real.

Estudos e mercados recentemente adicionaram a realidade aumentada (AR) e a realidade virtual (VR) ao portfolio, prevendo que o mercado de AR passará de 150.000 unidades em 2016 para 22.8 milhões em 2022. Isso levará a uma receita de aproximados US$ 128,6 milhões para quase US$ 20 bilhões, gerados por plataformas que vão desde simples óculos de assistência de realidade virtual a capacetes inteligentes totalmente imersivos e exibições holográficas. Ao mesmo tempo, a tecnologia irá evoluir além de uma simples novidade do consumidor para uma ampla gama de aplicações empresariais, industriais e orientadas verticalmente, como a da saúde.

O potencial da AR de refazer o mundo da inteligência de negócios não deve ser subestimada, de acordo com Business Insider. Para funções complexas como gerenciamento da cadeia de suprimentos, a AR pode melhorar muito o processo de tomada de decisão, reduzir as viagens e melhorar a produtividade criando visualizações 3D de cadeias de suprimentos ou representações imersivas de pisos e armazéns de fábricas. Desta forma, o gerente da cadeia de suprimentos pode se tornar onipresente, com a capacidade de visualizar as condições em toda a produção até os ambientes de entrega das mercadorias.

Em outros lugares, a AR/VR tem o potencial de desagregar a força de trabalho até o ponto em que mesmo um escritório central se torne coisa do passado. Para Chris Martin, do portal IT Pro, os funcionários devidamente equipados poderão conversar “face a face virtualmente” de qualquer lugar do mundo e, ao mesmo tempo, ter acesso a conjuntos de dados e capacidades de exibição que tornarão as reuniões e conversas mais produtivas do que nunca. Em contrapartida, atividades de reparo e manutenção poderão ser “aumentadas’ com sobreposições virtuais de como exatamente uma peça de equipamento deveria ser e representações virtuais do processo exato passo a passo para restaurar seu funcionamento original.

Já o mercado está começando a gerar plataformas especializadas para casos de uso importantes, como o novo headset R-7HL da ODG projetado para suportar condições ambientais extremas. A empresa está lançando os dispositivos, que vendem por cerca de US$ 3.500 a unidade, para empresas de petróleo e gás, mineração, empresas de serviços públicos, químicas e farmacêuticas, e há atualmente mais pedidos em andamento para entrega. O ODG também trabalha em direção a um dispositivo de classe empresarial, que será lançado ainda neste ano, bem como em uma versão com recursos como monitores controlados pelo corpo e modelagem geométrica de ambientes.

Naturalmente, o interesse despertado nos desenvolvedores não é nenhuma garantia de sucesso comercial futuro. Para introduzir a próxima interface de usuário, a indústria AR/VR terá que demonstrar claramente que pode fornecer não apenas um meio diferente de trabalhar, mas um melhor.

O potencial certamente existe, mas o sucesso, como sempre, virá da aplicação.


Fonte: ITBusinessEdge